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Pagamento mínimo do cartão de crédito vale a pena?

Se você usa cartão de crédito e se aperta na hora de pagar a fatura, veja se realmente vale a pena pagar o mínimo. Leia o texto na íntegra!

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por Heloisa Trindade

Publicado em 16/03/2021

Evite dívidas no cartão de crédito

Evite dívidas no cartão de crédito (Imagem: OMES)
Evite dívidas no cartão de crédito (Imagem: OMES)

Ter o primeiro cartão de crédito é o começo de um sonho, até o momento de ter que decidir entre fazer ou não o pagamento mínimo. Isso porque, seu limite de crédito vai aumentando e a vontade de gastar mais é ainda maior. Porém, todas essas vantagens podem cair por terra se você não tiver dinheiro para quitar a fatura toda no fim do mês.

Nessa situação é muito fácil perder o controle das dívidas e acabar ficando com o nome sujo. Por isso, é provável que você já tenha ouvido falar de alguém que entrou um uma “bola de neve”. Isso por causa de dívidas no rotativo do cartão. Mas aqui você vai saber o que fazer quando não houver dinheiro para pagar o total da fatura do cartão.

O pagamento mínimo pode te colocar em uma pior se você não souber organizar suas dívidas, pois o valor fica cada vez mais alto. Isso se deve aos juros, multa por atraso, juros de mora e o IOF. Eles fazem com que o valor da fatura do próximo mês fique cada vez mais incabível no seu orçamento.

Sabemos que, problemas com cartão geram muitas dúvidas. Por isso, preparamos esse post para te alertar e mostrar porque você não deve pagar o mínimo da fatura. Continue com a gente para saber tudo sobre pagamento mínimo.

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Como funciona o pagamento mínimo no cartão de crédito?

Como funciona o pagamento mínimo no cartão de crédito? (Imagem: Exame)
Como funciona o pagamento mínimo no cartão de crédito? (Imagem: Exame)

Geralmente o pagamento mínimo está indicado do lado do valor total da fatura, é um valor bem menor que o total e muitas pessoas optam por ele por ser uma ação simples. Além disso, para realizar o pagamento, o cliente não precisa negociar com a empresa, tornando a decisão cada vez mais prática.

O pagamento mínimo nada mais é que o recurso oferecido para o cliente que não tem condições de pagar a fatura no valor integral. Quando o mínimo é pago, o cliente entra no rotativo do cartão, isso significa que ele não ficará inadimplente nem terá o seu cartão bloqueado.

Por outro lado, o restante da fatura que não foi paga é encarado como um empréstimo. Então, é cobrado na próxima fatura acrescido de juros altíssimos e multas por atraso sobre a quantia que não conseguiu pagar.

Vale a pena fazer o pagamento mínimo no cartão de crédito?

Vale a pena fazer o pagamento mínimo no cartão de crédito? (Imagem: FDR)
Vale a pena fazer o pagamento mínimo no cartão de crédito? (Imagem: FDR)

A alternativa do pagamento mínimo pode ser uma das piores decisões que você irá tomar. Por isso, fique atento às regras e todo procedimento desse recurso oferecido para você. Afinal, o que está em jogo aqui é o seu dinheiro. E você sabe muito bem que ele não cai do céu para pagar juros e mais juros abusivos.

Vamos te dar um exemplo: Carla tem uma fatura de R$ 1.000,00 reais, mas não poderá pagar o valor total esse mês. Então, ela opta pelo rotativo e paga o mínimo no valor de 150,00 reais. Nesse caso, ela vai dever R$ 850,00 que será financiado no mês que vem.

Sobre os R$ 850,00 Carla também irá pagar o valor dos juros rotativo (por volta de 15,85%), multa por atraso (2% ao mês), juros de mora (1% ao mês) e o IOF (Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbios e Seguros). Então a próxima fatura vai sair de R$ 850,00 para R$ 948,72. Ou seja, R$ 98,72 só de encargos.

Se Carla continuar empurrando a dívida todo mês no rotativo, pagando sempre o mínimo, perceba que o valor crescerá gradualmente todo mês. Portanto, em seis meses a dívida que era apenas de R$ 1.000,00 para R$ 1.708,90 fazendo o débito multiplicar, crescendo assim a bola de neve.

Desse modo, o pagamento do valor mínimo só vai fazer você pagar ainda mais a cada mês. E com esse acúmulo de dívidas, fica cada vez mais difícil conseguir quitar tudo e voltar a ter tranquilidade nos seus pagamentos.

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Vale mais a pena o pagamento mínimo ou o parcelamento da fatura?

Vale mais a pena o pagamento mínimo ou o parcelamento da fatura? (Imagem: EduardoMoreira)
Vale mais a pena o pagamento mínimo ou o parcelamento da fatura? (Imagem: EduardoMoreira)

Seja optando pelo parcelamento da fatura ou por pagar aquele valor mínimo quase insignificante comparado ao total, essas alternativas mesmo parecendo atrativas, vão demandar de você muita organização e planejamento financeiro para conseguir quitar tudo.

O financiamento é feito a parcelas a perder de vista e o pagamento mínimo é regado de juros abusivos e multas que fazem você pagar mais do que realmente deve. Ou seja, essas alternativas não vão te ajudar a longo prazo.

Lembrando que imprevistos podem acontecer e te complicarem ainda mais, impedindo que você honre os pagamentos, aumentando o risco de inadimplência.

Portanto, independente da regra, o ideal é pagar o valor integral da fatura sem choro. Assim você quita seus compromissos e não empurra a mesma dívida para o dia seguinte, que acumula e fica cada vez maior. Desse modo, estar livre para fazer novas compras sem cobrança de juros, multas ou impostos é a melhor opção.

Novas Regras do Cartão de Crédito

Novas Regras do Cartão de Crédito (Imagem: Serasa)
Novas Regras do Cartão de Crédito (Imagem: Serasa)

Para proteger o consumidor contra dívidas impagáveis, o Banco Central mudou as regras do cartão de crédito. A partir de 3 de abril de 2017 o cliente sem dinheiro para pagar o valor total da fatura poderá ficar no máximo 30 dias no rotativo.

Ou seja, no mês seguinte não haverá mais a opção de pagamento mínimo, forçando o cliente a escolher entre: pagar o valor total ou parcelar a fatura negociando com o banco. De acordo com a nova regra você tem a garantia que o valor da taxa de parcelamento será menor que a taxa de juros do rotativo.

Por fim, o valor mínimo só será disponibilizado de novo quando o cliente pagar todo o saldo devedor seja de forma integral ou parcelado. Essa regra faz com que o cliente não entre na bola de neve, que é o pagamento de juros sobre juros.

Outra mudança significativa é que até julho de 2018 o mínimo do rotativo estava limitado a 15% da fatura, ou seja, em uma fatura de R$ 1.000,00 reais o cliente pagava o mínimo por R$ 150,00 reais.

Mas desde então a regra mudou e a instituição financeira não está mais presa aos 15%, podendo estipular a porcentagem mínima da fatura com base no perfil do consumidor, no produto, ou no risco da operação. Sendo assim, o mínimo pode mudar para mais ou para menos.

O que fazer para evitar o pagamento mínimo no cartão de crédito

O que fazer para evitar o pagamento mínimo no cartão de crédito (Imagem: Celos)
O que fazer para evitar o pagamento mínimo no cartão de crédito (Imagem: Celos)

Aqui você vai conhecer as principais dicas para evitar o pagamento mínimo e ter tranquilidade no fim do mês. Mas antes de tudo saiba que a melhor forma de isso acontecer é investindo na sua educação financeira. Esse é um tema muito pouco conversado no Brasil e só vamos aprender a cuidar do nosso dinheiro na hora da necessidade ou quando passamos por complicações no SPC ou Serasa.

Por isso, não deixe para depois e invista seu tempo organizando suas finanças e gastos mensais. Conheça agora algumas atitudes que você pode tomar para não cair em crédito rotativo.

Estabeleça um limite de gasto com o cartão de crédito

Estabeleça um limite de gasto com o cartão de crédito (Imagem: DiárioReservence)
Estabeleça um limite de gasto com o cartão de crédito (Imagem: DiárioReservence)

Quando você é reconhecido pela instituição financeira como um bom pagador, eles deixam o seu limite de crédito cada vez maior para gastar com o que quiser. Porém, quanto maior o limite que eles concedem a você, maior fica a vontade de gastar.

Essa liberdade de passar tudo no cartão pode fazer com que você perca o controle das suas dívidas e não perceba que está gastando mais que o normal. E quando por fim a fatura chega no fim do mês os valores estão exorbitantes quase impossíveis de pagar.

Por isso é importante estabelecer um limite de gastos com o seu cartão. Dessa forma você não corre o risco de gastar mais do que ganha e não poder pagar depois.

Evite parcelamentos longos

Evite parcelamentos longos (Imagem : InfoxNet)
Evite parcelamentos longos (Imagem : InfoxNet)

Sabemos que parcelamento é uma ótima oportunidade para que as pessoas comprem produtos de alto valor em partes por mês e muitas vezes sem juros. Por isso, utilize essa oportunidade com consciência.

O risco que você corre parcelando em 12 vezes é simplesmente ter parte da sua renda comprometida por um ano inteiro. E nesse meio tempo podem ocorrer gastos inesperados ou apenas descontrole financeiro da sua parte que comprometam o pagamento no final do mês.

Por isso, na hora de fazer pagamentos opte o máximo por pagamentos à vista. Parcelar um celular em 12 vezes, por exemplo, pode fazer com que você perca o controle no pagamento quando o valor for somado com as outras compras que você também parcelou.

Portanto, evitar parcelamentos longos te dão mais segurança para utilizar o seu cartão sem se complicar no futuro.

Mas para fazer grandes parcelamentos, fique atento a todos os seus gastos e organize-os em uma planilha. Dessa forma, você sempre vai saber quando suas maiores dívidas acabam e assim pode fazer outras compras significativas com a segurança de que vai conseguir pagar.

Não faça compras por impulso

Não faça compras por impulso (Imagem: OnzeInvestimentos)
Não faça compras por impulso (Imagem: OnzeInvestimentos)

Aquela promoção relâmpago que dura até hoje pode esperar se você quiser. Geralmente, as lojas entram em promoção em datas comemorativas e significativas para o mercado, então escolha esperar, fique atento às datas e se organize financeiramente para aproveitar a próxima promoção.

Essa é uma dica importantíssima. Evite ao máximo fazer compras por impulso, pois assim você perde a chance de fazer uma compra realmente necessária com o cartão porque já gastou demais.

Para que isso dê certo, não leve o seu cartão de crédito pra todo lugar com você, ele pode fazer com que você gaste com itens desnecessários e que não estava planejado pra isso. Então para não correr o risco de se complicar no fim do mês, aprenda a se controlar financeiramente.

Apenas ande com o cartão quando tiver planos de fazer uma compra, se você sair pra todo lugar com ele, facilmente será persuadido pelas promoções e produtos que você nem sabia que precisava.

Avalie a necessidade de um empréstimo pessoal online

Avalie a necessidade de um empréstimo pessoal online (Imagem: AnjoCred)
Avalie a necessidade de um empréstimo pessoal online (Imagem: AnjoCred)

Empréstimo pessoal também conhecido como crédito pessoal é oferecido por instituições financeiras e é de fácil acesso, uma opção para quem precisa de dinheiro com rapidez para imprevisto ou quitar dívidas.

Há a opção de portabilidade de crédito em que é possível fazer a transferência da sua dívida para outra instituição financeira com condições melhores. Assim aumentando a competitividade entre as instituições.

Essa operação é um direito do consumidor e tem o objetivo de oferecer condições mais justas para o brasileiro que ainda paga caro em muitas linhas de crédito por falta dessa informação.

Dessa forma você tem a oportunidade de trocar uma dívida cara por outra mais barata, melhorando as condições de pagamento e reduzindo taxas de juros.

Já me enrolei nos juros do rotativo e agora?

Já me enrolei nos juros do rotativo e agora? (Imagem: Nextin)
Já me enrolei nos juros do rotativo e agora? (Imagem: Nextin)

Se o seu problema no cartão de crédito for crônico, considere seriamente cancelar esse serviço. Por outro lado, se foi uma situação pontual que pegou você desprevenido, é possível fazer as pazes com ele e passar a usá-lo com moderação.

Se você já se perdeu nos juros do rotativo do seu cartão de crédito, fique calmo que há uma saída para tudo. Agora é hora de negociar a dívida e quitar o quanto antes.

  • Comece tomando consciência do valor total da sua dívida e entendendo quais são seus direitos como consumidor que está devendo para não cair em práticas abusivas.
  • Pare de usar o cartão até conseguir ter controle financeiro e quitar suas dívidas.
  • Some suas dívidas e o quanto você ganha para conseguir ter uma média do valor de parcelas que pode pagar por mês, para assim poder cogitar um possível parcelamento da fatura
  • Você também pode fazer um empréstimo e quitar as dívidas caras, trocando os juros abusivos do cartão pelos juros do empréstimo que podem ser negociáveis e mais baixos.

Dessa forma, você não terá que fazer o pagamento mínimo do cartão de crédito por não ter recursos suficientes para quitar a fatura e nem precisará se complicar com as dívidas descontroladas.

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Sobre o autor

Heloisa Trindade

Sou Heloisa Trindade, jornalista pelo DRT 1424/MS de Campo Grande, formanda em publicidade e propaganda pela Estácio de Campo Grande, redatora e produtora de conteúdo há 4 anos. Minha paixão por ler e escrever veio desde criança, por influência da minha mãe. Em meio a uma crise financeira, descobri que poderia usar a minha paixão para produzir renda e foi então que iniciei com meus primeiros blogs. Meu objetivo é entregar sempre conteúdos verídicos, de qualidade e informação aos nossos leitores.

Revisado por

Tathiane Mantovani

Editor(a) sênior

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